24 de jun de 2015

Dia 18: Eternos Amantes (27 de março - pela segunda vez)

Algumas vezes eu penso a respeito de como complicamos as coisas, mesmo aquelas mais simples e controladas por nós mesmos. 

A ideia principal neste blog é comentar sobre um filme que eu tenha visto - precisa ser ao menos um por dia durante um ano. É muito simples. Mas, em um curto espaço de 18 dias, eu consegui de alguma forma complicar a tarefa a que me propus. 

O resumo dessa discussão mental que ocorreu em mim é este: eu normalmente assisto a um filme mais de uma vez (Eu já contei aqui como assisti a Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças quatro vezes em uma mesma semana no cinema). Apesar da minha intenção inicial de não repetir os filmes aqui, ela simplesmente não é possível para mim. E por que mudar essa forma de estar com os filmes? Essa foi a pergunta que me fiz hoje.  O hábito de escolher um filme por dia e escrever sobre ele com certeza já trará transformações inúmeras nos modos de me relacionar com o cinema... mas essa é um aspecto inerente ao desafio, e a mudança será bem vinda. No entanto, mudar a minha maneira de me identificar com um filme, de forma a querer vê-lo repetidas vezes, não é meu objetivo - além de ser desnecessário a meu ver.  


O filme é o mesmo... mas o poster é diferente :)
Essa tagarelice sem fim foi somente para dizer que o filme do dia 18 é uma reprise. O fato é que, desde a semana passadaeu ainda não fui capaz de me desligar de Amantes Eternos (Only Lovers Left Alive),  e provavelmente você o verá aqui mais algumas vezes. No entanto, quando isso acontecer, tentarei apresentar um filme ainda inédito no blog no mesmo dia. Contudo, isso não foi possível dessa vez. E, assim, Jim Jarmusch, Tilda Swinton e Tom Hiddleston num filme que continua a me encantar e surpreender estão aqui novamente. 


Eu sou de fato bastante exagerada no que diz respeito a esse filme. Ontem, eu o mostrava para a minha linda e amada sobrinha e amiga Mari. Todo o tempo eu dizia algo a respeito: Não é incrível? Olha isso! Eles não são demais? Ouça essa música! E assim por diante. Ela tentou ser diplomática, delicada, mas sua reação mais frequente era: esse filme é um pouco lento, mas é ok. Eu quase morrendo ali, diante do que via, e ela placidamente ok. Bom, um filme não é o mesmo para todos, e eu costumo ser realmente um pouco (bastante) exagerada em relação às histórias que me conquistam. 

Ainda estou presa a esse filme. Um pensamento que me ocorreu desde a semana passada foi que Eve (Tilda Swinton) representa um simbolismo feminino bastante importante: a mulher como nutridora, sábia, ligada a todo o universo. Um outro lado da natureza feminina está representado aqui também, mas não vou estragar a surpresa para quem não viu ainda o filme de Jarmusch.  

Eu amo os dois personagens principais (todos eles, na verdade, mas o casal central é puro amor). Eu flutuo pelas imagens ritmadas. A trilha sonora sensacional me agarra por completo. O ritmo lento é lindo de acompanhar (ok, Mari não concorda muito... :). Há tantos detalhes geniais e engraçados... e a história ainda está comigo, durante os dias e as noites, esteja eu na rua ou no mundo dos sonhos. Sonhando com a história de amor contada por Jim Jarmusch em seu ponto de vista único. 

Alguns filmes me puxam para dentro da história já na primeira cena. A cena de abertura de Eternos Amantes causou esse efeito, de forma cativante e comovente.

http://onemovieadaywithamelie.blogspot.com/2015/03/day-eighteen-march-27.html





PS: Encontrei um site  com diferentes pôsteres do filme, todos eles lindos. 



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