13 de jul de 2015

Dia 94: PS: Eu te Amo (11 de junho)

No jantar do dia anterior, eu conversava com uma amiga sobre filmes. Depois de já havermos chorado horrores de rir em um dos mais surreais diálogos da minha vida (descrito abaixo no post scriptum), ela me perguntou como chamava 'aquele' filme com Sandra Bullock e Mark Ruffalo. A história era algo assim, de acordo com ela: Bullock, depois de ser largada pelo marido, vai para a França para ficar com dois amigos velhinhos. Ruffalo era, talvez, o filho deles. A ênfase aqui está no talvez, ela não estava segura sobre a parte do filho, mas o resto era como ela havia descrito, com certeza, ela me garantiu. Eu não conseguia lembrar de nenhum filme com Sandra Bullock na França com um casal mais velho, mas tentamos descobrir o nome do filme de qualquer jeito. 

Então, segue o que descobrimos, chorando de rir (as lágrimas ainda estão nos meus olhos): O filme não é com  Bullock ou Ruffalo, mas com Hillary Swank e Gerard Butler. Ela não é abandonada pelo marido em si - ele morre. E o país estrangeiro não é a França (ou Itália, uma segunda opção), mas a Irlanda. E o filme é conhecido com PS: Eu te Amo (PS: I Love You), que eu havia visto naquele dia mesmo, pela manhã - razão por que fui capaz de identificar esse filme pelo resumo completamente disparatado narrado pela minha amiga. 

Perdi as contas de quantas vezes vi esse filme. Quatro ou cinco, ou até mesmo seis. Não importa. O que chamou minha atenção nas últimas vezes, e nesta em especial, foi o exageradamente estereotipado sotaque irlandês - e o inglês não é minha língua nativa. Mas mesmo assim meus ouvidos chegaram a doer. Mais um super forçado "love" no filme e eu queria gritar alto de revolta. O quadro foi se tornando cada vez pior a cada vez que vi o filme, mas agora se mostrou realmente insuportável. 

O filme é uma adaptação da autora irlandesa Cecelia Ahern. Eu li todos os seus livros mais antigos - os mais recentes não são tão bons, de tal forma que parei de todo de acompanhar os lançamentos mais recentes. Mas na época em que PS: Eu te Amo estreou nos cinema, eu estava bastante envolvida na (desafortunadamente) chamada "chick lit". Ahern e Lisa Jewel eram escritoras favoritas que passaram de livros divertidos, ácidos, queridos para uma histórias mais sentimentais e óbvias. Ou talvez eu tenha mudado, não sei. PS: I Love You é um livro simples, cativante, que teve uma adaptação mais pretensiosa para o cinema. Mas mesmo assim eu gostei do filme. A primeira cena é bem construída, uma composição de bom ritmo em diálogos e movimentos. 

Apesar de ter gostado de rever esse filme hoje, e mesmo que tenha sido engraçado como ele resolveu o mistério sobre Sandra Bullock na França, eu acho que já está de bom tamanho para mim. 

http://onemovieadaywithamelie.blogspot.com/2015/06/day-ninety-four-ps-i-love-you-june-11.html


PS: Eu te Amo (PS: I Love You). Dirigido por Richard LaGravenese. Com:
Hilary Swank, Gerard Butler, Harry Connick Jr. Roteiro: Richard LaGravanese, 
Steven Rogers a partir do livro de Cecelia Ahern. US, 2007, 126 min., Dolby 
Digital/DTS/SDDS, Color (Net).
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PS: Antes de Bullock na França, houve um outro diálogo divertido sobre filmes ocm minha amiga querida. O jantar desse dia acabou se tornando uma comédia. Minha amiga me pediu para citar alguns filmes com Christopher Lee. Ela havia lido sobre sua morte (RIP, Saruman), e não estava conseguindo associar o nome à pessoa. eu comecei com os mais óbvios: O Senhor dos Anéis, Drácula...  Nesse ponto, ela me interrompeu: Ah, do Drácula eu lembro apenas do Coringa. Jack Nicholson, certo? Do que você está falando?, foi minha reação confusa. O fato é que, para ela, Drácula e Batman eram a mesma coisa. Até que finalmente nos demos conta disso, foi uma conversa bastante divertida. Ah, este mundo e seus habitantes maravilhosos  :)

PPS: No ano passado, outro livro de Ahern foi adaptado para o cinema, Simplesmente Acontece (Love, Rosie). Foi uma pena que o filme tivesse um ritmo tão mal elaborado, de tal forma que minha sobrinha disse que ele parecia ter durado pelo menos quatro horas, e não os seus de fato 102 minutos. 







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